segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fragmentos de Elogio

...e quanto me esforço a  agarrar braços d'água em soluço. A nadar no vento hostil, sem palavras de aflição, ao ver a  noite amanhecer em colo estranho com frio à salvo, gritos da compulsão. Expelir todo mal de lágrimas não fecundas. ..Entregue  ao lúdico do abismo, todo encanto dos letais, cor de vermelho carne, espasmos do instante. Elogio a carcaça e toda víscera ao desapego, a grande falência do ar ao salto. Elogio  a impureza e ferrugem do cansado recente, a palavra ao pulso e tempo a  sorte de delírio..


RJ 18 07 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Transtorno Obssesivo Compulsivo ...TOC



A estrofe transtorna o vento do sono
Encanta o mistério sem calma dos rumos
...
Amoral, esta inércia periódica
Sem tempo, este espaço é catástrofe
No devaneio fúnebre, em que o sonho contorço
Registro o encontro no agora
Esmago o continuo a pressa
Libertino em cadência

A esperar, enferrujo o âmago selva
Sangra coragem a carne
Perpetuando-se pedras
Torno-me
estranha do caos e ausências

Pelas pérolas brutas
Escorrem sílabas
Agonizam rimas
Do meu corpo em consumo
Orgasmo o tédio em tudo.


Mia Vieira
...009

segunda-feira, 4 de julho de 2011

sem nome

Suspiro a metáfora do tempo  e comprimento o declínio com um sorriso no tom do céu, chove por tudo. Fazem vidas que  não desisto de confundir. Não sou amiga de deuses, não tiro férias, envolvo em lapsos todo o escombro, e não morro de tarde sobre a neve em alcatrão. Oceano
A métrica da insensatez  é  abater  veloz, queimar todo lírico da espera, abrir os caminhos do pulso, atirar âmago a janela fechada, ir embora sem corpo ou vontade, embriagar o motivo de faltas e os lábios de infelizes...Caminho ao choque anafilatico, enquanto os orgãos existem em ruídos, tudo grita no silêncio. Treme há explosão de múltiplos que sinto.



29 06 2011